quinta-feira, 24 de outubro de 2019

OS SEGREDOS DO CAMINHO DE SANTIAGO

  Afinal, o que é o Caminho de Santiago?

Desde a descoberta do suposto sepulcro do discípulo de Jesus na Galícia, cada viajante fez seu próprio caminho, da porta de sua casa até Compostela. Algumas rotas e vias foram se tornando mais populares e transitadas por diversos motivos (segurança, facilidade de abastecimento), mas nunca puderam usar com exclusividade o título de Caminho de Santiago. Em 1993, a Unesco incluiu o Caminho de Santiago na lista de patrimônios mundiais e, para colocar ordem no caos, decidiu conceder a distinção ao Caminho Francês, o mais transitado desde a Antiguidade. Hoje, ele continua sendo o mais frequentado. Em 2015, o título de patrimônio mundial foi estendido ao Caminho do Norte, com suas diferentes variantes. Mas, na verdade, o Caminho de Santiago começa na porta da sua casa
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O que é a Compostela?

A Compostela é o documento que certifica que a pessoa fez o Caminho por devotionis affectu, voti vel pietatis causa (por devoção, por voto ou por piedade). Trata-se de um pergaminho em latim emitido pelo Escritório do Peregrino de Santiago em nome da Igreja e que só é entregue a quem demonstrar, com a credencial de peregrino, ter concluído os 100 últimos quilômetros a pé ou a cavalo, ou os últimos 200 km de bicicleta. E a pessoa deve assegurar que fez a peregrinação por motivos religiosos. Há um documento diferente – o certificado de visita à cidade de Compostela – para quem faz o Caminho por motivos não religiosos. Uma espécie de certificado de peregrinação civil.
                                                                    Google,2019.

As Setas Amarelas pelo Caminho

As setas amarelas que unificam os Caminhos de Santiago, e que se transformaram em seu ícone mais universal, começaram a ser pintadas na década de oitenta —quando o Caminho de Santiago era um grande desconhecido e quase não havia estudos sobre essa tradição— pelos dois grandes promotores dessa peregrinação: Elías Valiña, padre de O Cebreiro, primeira localidade galega do Caminho Francês, e Andrés Muñoz, presidente da Associação de Amigos do Caminho de Navarra, que dedicou boa parte da vida à melhoria e à conservação do Caminho Francês e da Via da Prata. Desde então, diversas associações de amigos do Caminho melhoraram e mantiveram a sinalização em suas respectivas zonas de influência.
                                                                   Google,2019.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

COMO SURGIU A PEREGRINAÇÃO? QUEM SÃO OS PEREGRINOS?

O termo "Peregrino" aparece em nossa língua na primeira metade do século XIII, para denominar os cristãos que viaja
CAMINHO DE SANTIAGO, TOUR4FRIENDS-2019
vam a 
Roma ou à Terra Santa (onde atualmente se encontra o Estado de Israel e os Territórios Palestinos) para visitar os lugares sagrados, às vezes como castigo auto-imposto com o objetivo de pagar determinados pecados e outras vezes para cumprir penas canônicas. Desses peregrinos surgiria mais tarde a ideia das Cruzadas, enviadas para "reconquistar" os lugares que os cristãos consideravam sagrados e que estavam em poder de povos de outras religiões.
O ato de peregrinar e as peregrinações ocorrem desde os tempos mais remotos, mesmo nos chamados tempos primitivos em que predominavam os costumes ou ritos pagãos. Existem escritos de locais de peregrinação muitas vezes ofuscados pela própria religião cristã, como o caso da Catedral de Santiago de Compostela que pode ter sido construída onde passaria antes uma outra rota mais antiga, a peregrinação a Finisterra (fim-da-terra), à costa Ocidental para ver o deus Sol a "morrer" no mar e que no dia seguinte ressuscitava no Oriente.
As primeiras peregrinações do Cristianismo datam do início do século IV (quando o Cristianismo foi tornado religio licita), e tinham por destino a Terra Santa (a mais conhecida e a primeira a deixar um relato da peregrinação é a histânica Erétria, muito provavelmente familiar de Teodósio Iimperador romano). Mais tarde, tiveram grande surto devido à pregação de São Jerónimo.
Para peregrinar há que ter em conta que não se trata apenas do acto de caminhar (no caso da peregrinação a pé), ou executar um trajecto com um determinado número de quilómetros; é reconhecido que peregrinar carece caminhar-se motivado "por" ou "para algo".
A peregrinação tem, assim, um sentido e um valor acrescentado que é necessário descobrir a cada pessoa que a executa.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Caminho de Santiago no Inverno | Entre os meses de Novembro e Março.

Fazer o Caminho de Santiago no inverno é possível e também é uma experiência extraordinária. Durante os meses mais frios do ano, o Camino perde seu toque de turista em troca de um halo de espiritualidade, solidão e beleza. Se decidirmos fazer o Caminho de Santiago no inverno, não teremos que acordar cedo para garantir um lugar no próximo albergue, para aqueles que buscam a simplicade e desfrutaremos de paisagens de cartão postal totalmente diferentes das da primavera e do verão.

CONTRA O FRIO E A CHUVA, PLANEJANDO!
Tenha em mente que os serviços do Camino são reduzidos durante o inverno, alguns albergues fecham suas portas devido à queda do afluxo de peregrinos, mas em geral estes serviços ainda são suficientes ao longo do ano e existe também a opção de hoteis e pensões; nós só precisamos de um pouco mais de planejamento e apoio antecipado.

Você verá que não é difícil encontrar supermercados, restaurantes e hospedagens abertas nos meses frios.. Quanto ao frio e como lutar contra ele, não será difícil aquecê-lo quando começarmos a caminhar, desde que tenhamos as roupas adequadas.

O QUE LEVAR NO CAMINHO NOS MESES DE FRIO.
Durante os meses de inverno, a mochila do peregrino será maior, mas lembre-se que a mochila carregada nunca deve pesar mais de 10% do nosso peso e, nesses meses, a capacidade ideal é entre 50 e 60 litros. Lembrando que existe um serviço de transporte de mochilas etapa a etapa, evitando assim sobrecargas devido a quantidade de roupas que devemos levar nessa época.

Além de uma boa mochila, nos meses frios as botas tornam-se ainda mais importantes, não pouparemos na boa impermeável Gore-Tex!

Vamos ver quais peças de roupa são essenciais para fazer o Caminho de Santiago no inverno:
  • Tudo o que pode ser impermeável, isto é: calça, jaqueta e blusão.
  • Um poncho à prova d'água que nos cobre e a mochila.
  • Luvas, gorro.
  • Meias grossas que esquentam muito nossos pés.
  • Um bom saco de dormir, que será um pouco mais grosso e pesado do que usaríamos no verão, para aqueles que pretende ficar em albergues.
  • Casacos para frio, existem no mercado aqueles casacols Ultralight de material sintético, leves e práticos.

QUAL ROTEIRO DO CAMINHO DE SANTIAGO DURANTE O INVERNO?
Quase todos os Caminhos podem ser percorridos no inverno com um planejamento prévio apropriado, mas é certo que o Caminho Francês é o que conta com mais serviços, pelo que se converte em uma ótima opção para a baixa temporada.

Se vamos fazer o Caminho de Santiago no inverno, é melhor evitar áreas montanhosas e altos picos. A primeira etapa do Caminho Francês de Saint Jean Pied de Port até Roncesvalles é uma subida difícil dos 174 metros de altitude a 1430 metros através dos Pirinéus. É uma boa ideia, portanto, começar nosso Caminho em Roncesvalles.

O Caminho Francês de Ponferrada a Compostela percorre os cumes do Cebreiro, mas não entre em pânico! Há uma variante conhecida como a estrada do inverno para evitar estas áreas montanhosas sem qualquer problema que nos levará a um passeio agradável pelo vale do rio Sil.

O melhor conselho é sempre o mais simples, então o nosso favorito é este: se você ver que a coisa fica feia, fique na cidade! Um dos encantos do Caminho de Santiago no inverno é a paz que se respira nas cidades que você encontrará em seu caminho.

Resguardando-nos do frio e da chuva, encontramos as mais pitorescas tascas e os mais amigáveis proprietários de tavernas. Se a previsão do tempo é muito desfavorável, fique na aldeia onde você está e desfrute de uma conversa com os moradores locais, é uma experiência incrivelmente enriquecedora!

ROTEIRO QUE RECOMENDAMOS NO INVERNO:
  • CAMINHO FRANCÊS: de Roncesvalles a Santiago de Compostela | de Sarria a Santiago de Compostela.
  • CAMINHO PORTUGUÊS: de Valença do Minho a Santiago de Compostela.
  • CAMINHO DE INVERNO: de Ponferrada a Santiago de Compostela

Vamos falar um pouco sobre o Caminho de Inverno...


O CAMINHO DE INVERNO
O Caminho de Inverno é uma entrada natural na Galiza desde las Mesetas, um acesso já usado pelos romanos. Pensa-se que pôde ser uma alternativa no período de inverno à dura subida aos cumes nevados d’O Cebreiro.

O Caminho de Inverno segue praticamente o curso natural do caudaloso rio Sil pela comarca de Ourense de Valdeorras e o sul da Ribeira Sacra até às terras do Deza, centro geográfico da Galiza. Ao todo, uns 240 quilómetros que atravessam as quatro províncias galegas.

Durante um percurso de pouco mais de 250 km atravessa as quatro províncias galegas e históricas comarcas, cheias de personalidade e de atrativos como as de Valdeorras, Ribeira Sacra ou Deza. O Caminho de Inverno é a entrada natural na Galiza ao vir da meseta, um acesso já usado pelos romanos. Pensa-se que pôde surgir em alternativa, no período de inverno, à dura subida aos cumes nevados d’O Cebreiro, por onde o Caminho Francês penetra na Galiza, e também para evitar os transbordamentos frequentes dos rios do vale do Valcarce.


Arranca de Ponferrada — antessala das terras galegas, na comarca leonesa do Bierzo. Aqui, o peregrino desvia-se para a esquerda em vez de continuar em frente pelo Caminho Francês. O Caminho de Invernosegue praticamente o curso natural do caudaloso rio Sil pela comarca de Valdeorras pertencente a Ourense. Depois, percorre o sul da província de Lugo, continua pela comarca do Deza (Pontevedra) até chegar a Compostela. Ao todo, um pouco menos de 250 quilómetros pelas quatro províncias galegas.

Os historiadores situam a origem deste itinerário no período romano: está documentada uma calçada secundária que partia das explorações de ouro de Las Médulas para a Via XVIII, que passava pela comarca de Valdeorras, e por onde se evacuavam as jazidas auríferas. O túnel romano de Montefurado é hoje também prova disso.

O itinerário foi seguido por diversos povos ao longo da história. Também serviu de entrada, no início do século XIX, às tropas invasoras de Napoleão. E por ela se construiu, em 1883, o primeiro traçado dos caminhos de ferro que comunicaria a Galiza com o resto da Península.

O Caminho de Inverno atrai por inúmeras razões: parte de Las Médulas, Património da Humanidade. Atravessa comarcas como a de Valdeorrasou parte da Ribeira Sacra, territórios de excelentes vinhos, cultivados muitas vezes em paisagens incríveis, e zonas onde o românico se propagou por igrejas e mosteiros. Em 2003, a Ribeira Sacra foi incluída pelo Conselho da Europa nos seus Itinerários de Interesse.

Visite o rico património monumental de Monforte de Lemos, ou as caves e a arquitetura tradicional de Chantada. Suba até ao cimo d’O Faro, de onde se divisam paisagens das quatro províncias galegas.

Em Lalín, conflui com a Via da Prata para continuarem juntos até Compostela. Ao todo, nove etapas onde o sossego que preside este itinerário alternativo, pouco transitado, é um dos seus principais aliciantes.

O Caminho de Inverno é uma opção para aqueles peregrino que pretendem fazer o Caminho entre os meses de Novembro e Março. Tem início em Ponferrada  e chega em Santiago de Compostela, percorrendo o Vale do Rio Sil e atravessando o leste das Serras Galega, evitando assim as altas altitudes com neve no Caminho Francês. 
Assim, o Caminho de Inverno é apresentado como uma grande variante do Caminho Francês; devemos ter em mente que ele prolonga a rota em 57 km com total de quase 250km (12 Etapas). Em Laxe liga-se à Via del Plata na sua variante Sanabresa.

Caminho de Inverno cruza quatro regiões: A região de El Bierzo (León), a região de Valdeorras (Galiza, Ourense), a área da Ribeira Sacra (inclui as margens do Sil e Minho, províncias de Ourense e Lugo) e a região de Deza (província de Pontevedra).
Esse Caminho vem recebendo um número cada vez maior de peregrinos, principalmente aqueles que querem fugir das multidões do Caminho Francês e mergulhar numa paisagem exuberante da Galícia. 

No que diz respeito à altimetria, a Rota do Inverno tem mais desníveis acumulados do que a seção de Ponferrada a Santiago, ao longo do Caminho Francês. Mesmo assim, e apesar que atravessa zona rural montanhosa, suas encostas são geralmente moderada, mas sem comparação com outros Caminhos como Primitivo e, muito menos, o Salvador ou Vadiniense.

NOSSO APOIO
Nosso trabalho é oferecer apoio na Espanha | Portugal | França | Itália para Caminhantes e Ciclistas:
  • Antes do Caminho: informação sobre o Caminho e os seus diferentes roteiros, planejamento, logística e organização do Roteiro do Caminho de Santiago que melhor se adapta ao sua disponibilidade, investimento, conhecimento e condição física.
  • Em Madrid/Lisboa/Porto: translado, hospedagem, guarda bagagens.
  • Durante o Caminho: apoio logístico, acompanhamento do roteiro, ponto de contato durante o Caminho para eventuais necessidades e demandas.

Entre em contato conosco caso tenha interesse sobre os roteiros do Caminho no período de inverno 2018/2019 e na primavera e outono de 2019.



quarta-feira, 25 de julho de 2018

Jornada do Herói e Pertencimento

Jornada do Herói e Pertencimento
A Jornada do Herói e pertencimento e um processo gradual que acontece ao longo do Caminho.



Compartilhamos a nossa experiência, que exploram o autoconhecimento em diversas dimensões como carreira, relacionamentos, emoções, ambiente e espiritualidade. Entre os peregrinos, encontramos movimentos profundos e transformadores, que lhe ajudaram a tornar-se mais empoderado e a tomar decisões de forma mais corajosa e consciente, realizando as mudanças que você busca em sua vida e sendo mais feliz e produtivo. O Caminho de Santiago é um “cenário” que irá criar um ambiente de autoconhecimento e transformação. 
Muitos empreendedores, líderes, executivos, buscam no Caminho de Santiago condições que catalisem mudanças profissionais, para equipe busquem uma maior sinergia no negócio e percebam fragmentos das suas habilidades e descoberta de novas habilidades e competências que são necessárias para o alcance de alta performance no ambiente empresarial.
Naturalmente, tivemos a oportunidade de verificar mudanças e evoluções em pessoas que buscaram essa jornada:
§  Êxito e sucesso em suas metas;
§  Entender a missão de vida;
§  Conhecer as limitações e pontos de melhoria;
§ Identificar as crenças sabotadoras que o impedem de ter uma liderança efetiva.
Além disso, o Caminho permite trabalhar aspectos pessoais, como na melhoria dos relacionamentos familiares, até porque, em decorrência do trabalho e da posição de liderança, muitos empresários não conseguem gerenciar seu tempo de forma a atender tanto às expectativas da família, como da empresa e dos colaboradores, e isso acaba por causar conflitos que impactam diretamente nos resultados de sua empresa.
Se não bastasse isso, algumas empresas tem o perfil unicamente familiar, e muito problemas pessoais, entre membros da família, são trazidos para o ambiente da organização, o que influencia diretamente nos relacionamentos e consequentemente nos resultados da empresa.
Além disso, equipes de trabalhos e seus executivos, mesmo trabalhando diariamente, não conseguem ter um maior relacionamento. Esse mergulho de equipe de executivos, permite uma maior sinergia e abordagem nas relações da empresa e criar condições para a solução de conflitos e uma maior interação na solução de problemas.
Para entender esse processo, buscamos na literatura, fragmentos de um processo chamado " A Jornada do Herói Interior" de Joseph Campbell que será discutido abaixo.
O monomito (às vezes chamado de "Jornada do Herói") é um conceito de jornada cíclica presente em mitos, de acordo com o antropólogo Joseph Campbell. Estudou a fundo os conceitos Junguianos de arquétipos, bem como concepções Freudianas e as estruturas dos ritos de passagem de Arnold van Gennep. Portanto, o desenvolvimento da Jornada do Herói leva consigo um profundo entendimento da psique humana, sendo ubíquo desde os contos mais antigos até nossos tempos atuais.
Entender o arquétipo do herói nos auxilia a buscar nosso caminho autentico. Arquétipos são imagens incrustadas profundamente em nosso inconsciente coletivo que servem de suporte para a expressão e desenvolvimento da psique. Portanto, invocar nosso herói interior resulta em materializar os ensinamentos que essa figura nos remete.
Talvez ao fazer esse exercício você se depare com uma figura de herói muito diferente da sua realidade. Porém, dentro desses pensamentos você certamente colocou seus desejos e aflições, tornando esse herói unicamente seu. Por mais diferente que ele seja, no final das contas, ele também é você. Ele pode ser tanto sua vontade de dizer “sim” a um desafio, quanto seu medo de falhar. Todas as histórias de heróis vieram da mente humana e portanto, carregam intrinsicamente nossas verdades mais profundas.
A beleza da Jornada do Herói está em entender que ela é para todos. Cada um pode identificar sua própria jornada e com isso trilhar seu caminho único, feito exclusivamente por você.
Trabalhando com algumas dezenas de pessoas no Caminho de Santiago, comprovamos mudanças significativas de despertar através do autoconhecimento e do resultado de alcançar um objetivo traçado.  Traduzimos as fases da jornada para compartilhar essas percepções. O processo de desconectar do mundo lá fora por alguns dias, caminhar num caminho desconhecido, meditar, interagir, perder o controle das situações e auto observar resulta num processo de autoconhecimento e pertencimento. Abaixo estão as principais fases da Jornada do Herói adaptadas as nossas percepções do Caminho:
§  Mundo Comum: o mundo normal antes da história começar.
Necessidade de mudanças pessoais, profissionais, relacionamento, mas algo o mantém numa situação que podemos chamar de “sabotagem”. Devido a rotina do dia a dia, não prestamos atenção nos sinais, nas nossas verdadeiras necessidades.
§ O Chamado da Aventura: algo interior nos leva a buscar uma aventura, um motivo que nos tire da rotina, surge uma necessidade de fazer algo diferente.
§ Reticência do Herói ou Recusa do Chamado: demora a aceitar o desafio ou aventura, geralmente porque desconhece.
É padrão do comportamento do ser humano que em um primeiro momento resistimos a essa mudança e tentemos encontrar outra condição.
§ Encontro com o mentor ou Ajuda Sobrenatural: encontra um amigo, um facilitador que o faz aceitar o chamado. Busca informações e começa um treinamento para se preparar para a aventura.
§ Cruzamento do Primeiro Portal: abandona o mundo comum para entrar no mundo desconhecido.
Aqui decidiu iniciar a jornada, definindo a data e roteiro a ser percorrido. Decidi “abandonar” trabalho, rotina diária e família para encarar o desafio.
§ Provações, surgem aliados e inimigos internos. A jornada o coloca numa série de situação que aparentemente estão fora do seu controle. O convívio com diferentes pessoas de diferentes culturas, o compartir alojamento, a percepção daquilo que é mais importante para trilhar o Caminho, as limitações físicas, a voz interna que reflete nossos pensamentos e nossas crenças, isso tudo começa a surtir com o simples fato de pararmos para olhar para dentro e nos conhecermos.
§ Aproximação: tem êxitos durante as provações.
Neste momento existe um conflito interno psicológico onde você pode romper tudo se desesperar, desestruturar ou olhar para si e enxergar essa Força interna que existe em você, essa mesma que você pode nem perceber, mas é aquela que te move.
§ Provação difícil ou traumática: a maior crise da aventura, de “vida” ou “morte”.
Já andamos muito até aqui e nesta hora é chegada a confirmação de sua mudança você está preparado? Até onde você iria para ser plenamente realizado e feliz em sua vida? Você ainda acredita nas limitações impostas a você durante sua infância onde os pais querendo nos proteger dizem do que somos ou não somos capazes?
§ Recompensa: enfrentou a “morte”, se sobrepõe ao seu medo e agora ganha uma recompensa.
Sim, nada é em vão se você conseguiu enxergar suas habilidades, vencer seus maiores medos e traumas será recompensado.
Não importa a recompensa, mas nesse ponto você olha pra trás e pensa: Valeu a pena ser eu mesmo!
§ O Caminho de Volta: deve voltar para o mundo comum.
Sim nós retornamos e por que? O que seria retornar? Seria perceber que mesmo que situações difíceis aconteçam algo em você se transformou e você agora sabe que é definitivo se tornou melhor, mais forte decidido.
§ Ressurreição do Herói: outro teste no qual enfrenta a “morte”, e deve usar tudo que foi aprendido.
Essa mudança é tão verdadeira forte purificadora e feliz que você se sente motivado a encorajar situações e pessoas que ainda não conseguem dar o primeiro passo para a mudança.
§ Regresso com o Elixir: volta para casa com o resultado, e o usa para ajudar todos no mundo comum.
É nesse momento da jornada que você percebe que não basta motivar as pessoas com seus discursos, mas começa a querer ajudar as pessoas com suas transformações pode ser auxiliando em suas mudanças. Não se trata de exibicionismos, mas de mostrar às pessoas que com dedicação, esforço, introspecção, autoconhecimento, reconhecimento de forças e limitações todos somos capazes de ter uma vida Plena, Gloriosa e Feliz só depende de você.






OS SEGREDOS DO CAMINHO DE SANTIAGO

  Afinal, o que é o Caminho de Santiago? Desde a descoberta do suposto sepulcro do discípulo de Jesus na Galícia, cada viajante fez se...